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19 de junho de 2020

Pela Manutenção do Zoneamento na Serra dos Cocais



De: Mobiliza Plano Diretor Valinhos

Serra dos Cocais - Valinhos

Mesmo após centenas de manifestações contrárias, foi apresentado para a população Minuta de revisão das Leis do Plano Diretor municipal e de Uso e Ocupação do Solo, com grande avanço de urbanização sobre as áreas da Serra dos Cocais.
O Poder Executivo (prefeitura) não consegue justificar de forma plausível, nem mesmo para o Ministério Público e Defensoria Pública Estadual, a necessidade de transformar a cidade em quase 80% de seu território em urbano e com um padrão de loteamento que vai de 300 m² a 500 m².
Áreas rurais, grandes fazendas que estão no entorno da Estrada do Jequitibá, da Rod. dos Agricultores, da Rod. Dom Pedro, incluindo a Fazenda Fonte Sônia sofrerão mudanças de zoneamento de rural/turístico para Macrozoneamento Desenvolvimento Orientado, nome bonito para dizer que tá tudo liberado, podem passar o trator e construir.

O próximo passo da prefeitura será fazer chamamento público para a última Audiência Pública antes de encaminhar os Projetos de Lei para a Câmara Municipal. Ainda não sabemos como fará esse processo em plena pandemia. A certeza é que a sociedade civil vai continuar se mobilizando para a garantia de que nossa cidade tenha sim progresso, porém, de forma responsável e preservando seu meio ambiente.

Para quem ainda não leu a apresentação das Minutas de revisão das Leis, pode acessar o link abaixo.
http://www.valinhos.sp.gov.br/…/etapa-7-minuta-da-revisao-d…

#NaoAoPlanoDiretor#
#SalveValinhos#

11 de fevereiro de 2019

Cavernas Serra dos Cocais - Grupo de Espeleologia da Geologia USP



A Serra dos Cocais é lar de um grande número de cavernas formadas em rocha granítica. Trabalhos realizados pelo grupo GESMAR já mostraram algumas cavidades como a Gruta Santa Rita e Espírito Santo. O rico arcabouço espeleológico da Serra dos Cocais prossegue sendo explorado, com descober-tas relevantes sendo feitas todo ano.

Desde 2007, mas com projetos retomados em 2015 e com parceria em campo do EGRiC, o GGeo (Grupo da Geo de Espeleologia - USP) desenvolve trabalhos nas cavidades da Serra dos Cocais. Dentre as mais de 20 grutas en-contradas, duas já foram completamente mapeadas, cinco se encontram no CNC (Cadastro Nacional de Cavernas) e outras tantas estão sendo exploradas e mapeadas.

O GGeo acredita na importância do estudo de tais cavidades, uma vez que, apenas a partir do conhecimento das mesmas, pode-se caminhar rumo à preservação do patrimônio espeleológico brasileiro, eixo ao qual o grupo é ideologicamente a favor.



Formação das cavernas

Diferentemente das "típicas" cavernas de calcário formadas por dissolu-ção da rocha, as cavernas em granito não possuem sua gênese ligada a esse tipo de processo.

O principal fenômeno que permite originar cavernas nessas rochas está relacionado aos depósitos de blocos, chamados depósitos de tálus. Isso ocorre da seguinte forma: o granito – rocha bastante resistente à dissolução – sofre um processo intempérico que tende a torná-lo esférico (ou quase esférico). Com o passar do tempo, esses blocos (que podem ser de diferentes tamanhos) rolam para uma região mais baixa segundo a gravidade. Os "espaços" entre os blocos constituem as cavernas.

Vale ressaltar que a origem de cavernas em granito ainda precisa ser estudada mais profundamente, pois pode haver diferentes tipos de formação.

No entanto, o processo descrito acima desempenha grande papel no caso das grutas exploradas.


Principais cavernas

Mais de 20 cavernas foram identificadas na Serra – que possui potencial para abrigar muitas mais. Dentre essas, destacam-se:

Gruta das Cordas. Até agora, a maior caverna identificada. Com a topo-grafia em andamento, já ultrapassa 300m de desenvolvimento, extensão que, para uma caverna formada em granito, é considerada significativa. A gruta também é diversa em fauna e possui locais com notáveis coralóides.

Gruta da Coxinha. Esta gruta ainda não foi mapeada, nem totalmente explorada, mas já se enquadra como uma cavidade de destaque por apresen-tar amplo desenvolvimento e rica diversidade faunística. Alguns blocos são sustentados por raízes de uma figueira de grande porte, o que oferece um belo cenário ao local.

Gruta dos Sonhos e Gruta do Acampamento. Essas cavernas não pos-suem desenvolvimento tão amplo, porém já foram totalmente exploradas pelo grupo. Também são as cavernas que tiveram a topografia concluída até o mo-mento. No caso da Gruta dos Sonhos, os coralóides são abundantes.

Gruta Santa Rita e Gruta Espírito Santo. Cavernas exploradas e mapea-das pelo grupo GESMAR em trabalhos anteriores.



Fauna e flora nas cavernas

Durante as explorações nas grutas, observa-se que esses ambientes são ricos em fauna. Os animais mais frequentemente encontrados são: ara-nhas, opiliões, grilos e morcegos, além de outros artrópodes e caracóis. Even-tualmente, em cavernas com água, pode-se encontrar pequenos peixes, cuja espécie ainda não foi identificada.

A flora também se faz presente nas cavidades. Em algumas grutas, co-mo é o caso da Gruta das Cordas, as raízes da vegetação superficial permeiam os blocos de granito e podem ser encontradas até em salões e condutos mais profundos. Além disso, há uma intrínseca relação entre a vegetação e as ca-vernas, uma vez que elas são localizadas em áreas de drenagem, que também é onde se concentra a vegetação.


Espeleotemas

Espeleotemas são formações rochosas tipicamente encontradas no inte-rior de cavernas. Apesar da rocha granítica – como é o caso da Serra dos Co-cais – não favorecer a formação de espeleotemas, é possível sim, no interior das grutas, encontrá-los.

Trata-se de espeleotemas do tipo coralóides. São pequenos nódulos de rocha normalmente não maiores que 1cm que lembram a forma de coral (ou de pipoca). Podem ocorrer tanto nas partes do teto quanto no “piso” da caverna, e já foram identificados em diversas cavidades, com abundância e tamanhos va-riáveis. Estudos sobre a formação e composição química desses espeleotemas ainda precisam ser conduzidos.



Futuro

Muito trabalho ainda precisa ser desenvolvido na Serra dos Cocais no que tange à espeleologia. Seja sobre prospecção, cadastro, pesquisas sobre fauna e espeleotemas ou mapeamento, as cavernas da Serra dos Cocais mos-tram-se, a cada ano, mais envolventes e interessantes.

O GGeo tem realizado este trabalho com muito entusiasmo e curiosida-de. E pretende prosseguir, tentando jogar uma luz nas belezas e mistérios con-tidos nas fascinantes cavernas da Serra dos Cocais.

Henrique A. Fernandes Membro do GGeo

Facebook: facebook.com/GGeoUSP

Instagram: @ggeo.usp E-mail para contato: ggeo.usp@gmail.com



27 de novembro de 2018

Festival da Agroecologia e Ecoturismo

Festival da Agroecologia e Ecoturismo na Serra dos Cocais, será no CEFOL, veja a programação abaixo: 



O CEFOL (Centro de Formação e Lazer do Sindicato dos Químicos Unificados), localizado no km 118 da Rodovia Dom Pedro,  em Valinhos, recebe nos dias 1 e 2 dezembro, o 1º Festival de Agroecologia e Ecoturismo do Leste Paulista.
Com uma vasta programação aberta ao público, com ingresso a preço popular de R$ 10,00, o evento  terá oficinas, mesas de debates, feira de produtores, caminhada ecológica e atrações culturais.
Num cenário de belíssima natureza, os visitantes poderão participar ainda da oficina de abelha sem ferrão, oficina de agroecologia para iniciantes, oficina de comercialização da agricultura familiar e, no sábado, às 20 horas, haverá um show com a apresentação do músico Pereira da Viola.
O evento acontece no CEFOL, que fica na Rodovia Dom Pedro I, km 118 s/n – Dos Lopes, Valinhos).
Confira a programação completa:
Sábado 01/12/2018
9h às 18h – Feira de produtores
Produtores da Feira Livres
Produtores do Vale do Ribeira
Produtores de Itapeva
Cooper Natural RS – Chopp Orgânico e Outros Produtos
Armazém do Campo
Outros Produtores
9h às 16h – Caminhada Ecológica
9h Trilha da Figueira (20 pessoas)
09h30m Trilha da Cascavel (20 Pessoas)
10h30m Trilha da Figueira (20 Pessoas)
11h Trilha da Cascavel (20 Pessoas)
14h Trilha da Figueira (20 pessoas)
14h30m Trilha da Cascavel (20 Pessoas)
15h30m Trilha da Figueira (20 Pessoas)
16h Trilha da Cascavel (20 Pessoas)
10h às 18h – Troca de Sementes Crioulas
Para abrilhantar ainda mais nosso evento teremos um espaço de trocas de sementes crioulas, como forma de fugirmos do domínio das sementes das multinacionais que monopolizam o mercado. Trocar sementes implica também em trocar saberes e formas de cultivo. Participe você também! Traga sua semente!
10h às 12h30 – Oficinas
Oficina de pães
Abelhas sem ferrão – meliponicultura para iniciantes
Agroecologia para iniciantes
09h às 15h30 – Encontro sobre Articulação Paulista de Agroecologia
Articulação Paulista de Agroecologia
12h30 às 13h30 – Almoço – Barracas com Comidas Orgânicas
13h30 às 16h – Oficinas
Galinhas felizes
Construção de Pólos de Ecoturismo – experiência de São Paulo
Comercialização na agricultura familiar (PNAE, PAA)
16h30 às 19h – Mesa de Debates
Os desafios da agroecologia e o ecoturismo em São Paulo e no Brasil
20h – Atrações Culturais
20h | Show Pereira da Viola
Domingo 02/12/2018
9h às 12h – Feira de Produtores
Produtores da Feira Livres
Produtores do Vale do Ribeira
Produtores de Itapeva
Cooper Natural RS – Chopp Orgânico e Outros Produtos
Armazém do Campo
Outros Produtores
9h às 16h – Caminha Ecológica
9h Trilha da Figueira (20 pessoas)
09h30m Trilha da Cascavel (20 Pessoas)
10h30m Trilha da Figueira (20 Pessoas)
11h Trilha da Cascavel (20 Pessoas)
14h Trilha da Figueira (20 pessoas)
14h30m Trilha da Cascavel (20 Pessoas)
15h30m Trilha da Figueira (20 Pessoas)
16h Trilha da Cascavel (20 Pessoas)
10h às 12h30 – Oficinas
Formação de redes e mercados sociais
Alimentação saudável e consumo responsável – Descolonizando estômagos
Cultivo de hortas – Plantas alimentícias não convencionais
10h às 12h30 – Troca de Sementes Crioulas
Para abrilhantar ainda mais nosso evento teremos um espaço de trocas de sementes crioulas, como forma de fugirmos do domínio das sementes das multinacionais que monopolizam o mercado. Trocar sementes implica também em trocar saberes e formas de cultivo. Participe você também! Traga sua semente!
12h30 às 13h – Lançamento da Plataforma Rede Livres Produtos do Bem
13h às 14h – Almoço – Barracas com Comidas Orgânicas
14h – Encerramento
Fonte: pedefigo.com 

18 de março de 2016

A IMPORTÂNCIA DAS COMUNIDADES NA REVITALIZAÇÃO DOS RIOS

Palestra “A IMPORTÂNCIA DAS COMUNIDADES NA REVITALIZAÇÃO DOS RIOS”, com o Prof. Engº Afonso Peche Filho.

Dia 22/03 às 19h30 no salão da USF-Itatiba (Auditório NEXT).



4 de dezembro de 2014

"Redescobrindo a Mata Atlântica"


Torcendo por dias melhores para a natureza, lançamos na internet o documentário "Redescobrindo a Mata Atlântica"!

Uma narrativa visual que exalta as belezas da Mata Atlântica, tendo como personagem principal o Muriqui, o maior macaco das Américas. Dentro deste contexto, o documentário mostra a visão de pesquisadores, professores e estudantes que participaram do Programa Difusão da Biodiversidade.
O Programa Difusão da Biodiversidade da Mata Atlântica estimula, em crianças e adolescentes, o interesse pela ciência da biodiversidade e a introdução desses jovens em temas relacionados ao conhecimento e conservação da Mata Atlântica.





DOCUMENTÁRIO - Últimos Refúgios: Itaúnas




INSCREVA-SE no canal "Últimos Refúgios" do YOUTUBE para não perder os próximos vídeos: www.youtube.com/ultimosrefugios

COMPARTILHE E AJUDE A DIVULGAR ESTA IDÉIA!

Página do Projeto Muriqui: Projeto Muriqui - ES
Parceiro Expurgação
Parceiro All Screens Films

3 de julho de 2013

Corredor das Onças - ICMBio

Indicado por: Bruno Dias
Corredor das Onças tem como objetivo elaborar e executar um plano de conservação e recuperação da biodiversidade e de melhoria da produção de água de qualidade na região de Campinas. A recuperação da biodiversidade se dará principalmente pela reconexão dos principais fragmentos florestais presentes na região utilizando a onça parda (Puma concolor) como espécie bandeira e bioindicadora.

ADESÃO
Qualquer pessoa (física ou jurídica) poderá aderir e ajudar o projeto. Para tanto é necessário fazer contato com a coordenação do Corredor das Onças e fazer a sua proposta de participação. Salientando que o Corredor das Onças só terá sucesso se tiver a adesão de toda a sociedade!

O projeto já conta com a adesão de doze pequenas propriedades rurais localizadas na área do corredor de circulação das onças. Nestas propriedades rurais foi desenvolvido o projeto de adequação ambiental, e pretendemos implantar a restauração das APPs financiadas pela compensação ambiental de empreendimentos implantados na região.
Contato: corredordasoncas@icmbio.gov.br

O CORREDOR

11 de junho de 2013

PROGRAMA DE INCENTIVO ÀS RPPNs DA MATA ATLÂNTICA

Olá a todos,

O XII Edital do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica está com inscrições abertas até o dia 15/7/2013.

O Programa investirá até R$ 300 mil em projetos de criação e implementação de plano de manejo de RPPNs.

O edital completo está disponível no link http://bit.ly/RPPN2013


Dúvidas e mais informações no email programarppn@sosma.org.br ou no telefone (11) 3262-4088 – ramal 2226.

Contamos com seu apoio na divulgação.

Obrigada
Um abraço
Mariana
SOS Mata Atlântica 

18 de abril de 2013

Projeto quer conectar fragmentos de floresta para proteger animais

Crescimento populacional desordenado vem diminuindo as áreas florestais e desalojando os bichos

Fabiana Marchezi
correiopontocom@rac.com.br

Foto: Rodrigo Zanotto/ AAN
O mascote do projeto, Abayomi ('feliz encontro' em guarani), órfão de onça-parda que morreu após ser resgatada na área rural de Sousas

O crescimento populacional desordenado vem diminuindo as áreas florestais e, consequentemente, aumentando a ocorrência de acidentes e incidentes com animais silvestres na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

São cada vez mais comuns notícias sobre onças, capivaras e outras espécies encontradas em situações de risco ou já machucadas na região, uma das mais industrializadas e urbanizadas do Interior de São Paulo.


Por isso, desde 2009, o Instituto Chico Mendes, autarquia do Ministério do Meio Ambiente, vem desenvolvendo o projeto Corredor das Onças na região. O objetivo do estudo, que está entrando em sua segunda fase, é reconectar os fragmentos de floresta, conservar a biodiversidade e melhorar a qualidade e a quantidade de água na região de Campinas, contando principalmente com a ajuda de proprietários rurais e empresas comprometidas com o plantio compensatório.

De acordo com a analista ambiental e coordenadora do projeto, Márcia Gonçalves Rodrigues, na estrutura de incentivos que deverá ser criada para que a recuperação e a adequação ambiental das propriedades rurais ocorram, o projeto prevê a implantação do pagamento por serviços ambientais (PSA) a produtores rurais que se comprometam a implantar uma agricultura mais sustentável (agroecologia), a recuperar e proteger a fauna e as florestas nas nascentes e margens dos rios, beneficiando tanto a sua propriedade rural quanto as cidades e indústrias da região com o aumento da infiltração/produção de água e a melhoria da qualidade das águas captadas para o abastecimento urbano.

A produção de água de qualidade, por sua vez, resultará do próprio aumento da área florestada, bem como, do manejo adequado do solo com um uso agrícola mais sustentável. Segundo Márcia, a ideia é que, em no máximo dez anos, boa parte das florestas estejam reconectadas.

A volta

Mesmo ainda engatinhando, o projeto já vem dando frutos. Na segunda-feira (15), a reportagem do Correio pôde comprovar isso no Zoológico de Paulínia, que abriga três filhotes de onças-pardas que foram resgatados recentemente de situações de risco. A ideia agora é treiná-los para que eles possam voltar a viver na natureza.

O mascote do projeto, Abayomi — palavra guarani que significa “feliz encontro” — foi encontrado cerca de 20 dias depois que sua mãe morreu de mal súbito após se sentir coagida pelo homem enquanto atacava um galinheiro no distrito de Sousas.

Os outros dois filhotes — Raquel e Pitã, que significa “pé duro”, também em guarani — foram resgatados depois que a mãe deles morreu atingida por uma máquina agrícola dentro de um canavial. Pitã também foi atingido e teve várias fraturas na pata, mas já está totalmente recuperado.

“Os três devem estar preparados para voltar a viver na floresta no primeiro semestre de 2014”, disse a coordenadora. Outras quatro onças foram resgatadas e já foram devolvidas à natureza.

“Eles estão muito bem, aprendendo a sobreviver sozinhos. Aqui, eles são tratados, treinados e ficam isolados, com o mínimo possível de contato com o homem para que não caiam em armadilhas quando voltarem para a natureza”, disse o médico-veterinário do zoo de Paulínia, Marcelo de Queiroz Telles.

Multifocal

Cerca de 80 pessoas — entre autoridades da região, representantes de empresa, proprietários rurais e formadores de opinião — estiveram ontem no evento 'A Propriedade Rural e o Corredor das Onças: Como Podemos Ajudar', realizado na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas.

Entre os presentes, estavam políticos de Campinas, Cosmópolis, Artur Nogueira, Holambra e Limeira, além de organizações não governamentais, associações de proprietários rurais e representantes de empresas parceiras.

O vice-prefeito de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira (PSDB), presente no evento, afirmou que o projeto tem todo o apoio do governo municipal. “Estamos de portas abertas para o que for preciso”, disse.

Para o secretário municipal do Verde e do Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, o maior desafio é a mobilização da população em torno da conservação das matas ciliares e da recuperação dos locais já degradados.

“Sabemos que é tudo a longo prazo, até porque nossa proposta (de reabilitação para devolver o animal à natureza) é inédita. A ideia do evento foi abrir um diálogo com esse pessoal para que algo comece a ser feito logo”, ressaltou Márcia Gonçalves Rodrigues, coordenadora do projeto.

Produtores serão pagos para conservar

O projeto Corredor das Onças é uma iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que responde pela organização de um modelo de pagamento por serviços ambientais (PSA) pela conservação da água e da biodiversidade na região de Campinas.

Nesta primeira etapa, o Corredor das Onças teve apoio financeiro do projeto Proteção da Mata Atlântica 2, do governo brasileiro, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, dentro de um programa de cooperação técnica e financeira entre Brasil e Alemanha, no âmbito da Iniciativa Internacional de Proteção ao Clima (IKI). Prevê apoio técnico através da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, e apoio financeiro através do KfW Entwicklungsbank (o Banco Alemão de Desenvolvimento), por intermédio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

O projeto está sediado em Campinas, porém, a fauna, assim como as nascentes dos principais cursos d’água da região, não conhecem fronteiras políticas.

Assim, o caminho das onças tem levado a iniciativa muito além dos limites da RMC, que possui área total de 3.647 quilômetros quadrados.

No entanto, os fragmentos florestais da Região Metropolitana de Campinas representam pouco menos que 10% de sua área total: cerca de 34 mil hectares distribuídos entre os seus 19 municípios.

A onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, é usada como espécie bandeira do corredor ecológico a ser implantado, pois sua presença, comprovada nos primeiros trabalhos de campo, indica um processo de adaptação a uma situação ambiental pouco favorável, marcada pela existência de um mosaico de pequenos fragmentos florestais isolados.

A importância da onça-parda está na sua capacidade de controlar espécies que estão abaixo dela na cadeia alimentar. Com isso, ela garante que não haja uma explosão populacional de outras espécies que estejam sendo favorecidas pelo ambiente alterado pelo homem.

6 de março de 2013

NÃO A CANALIZAÇÃO DO RIO CACHOEIRA


De: Proesp Campinas

Por que isto é importante

O rio Cachoeira - Piracaia SP - possui suas principais nascentes na divisa de MG e SP, passando pelos municípios de Joanópolis, junta-se ao rio Atibainha para formar o rio Atibaia
Faz parte da Área de Proteção Ambiental Piracicaba Juqueri-Mirim - área 2 e do Sistema Cantareira que abastece de água cristalina 55% a grande São Paulo e através dos rios Atibainha e Atibaia abastece a região de Jundiaí e Campinas.
Estão canalizando um rio VIVO! Rio que fornece água a milhões de pessoas e por ganância pode secar em poucos anos. Vamos cuidar de nossas águas. Movimento EU DIGO NÃO A CANALIZAÇÃO DO RIO CACHOEIRA!


Imediata suspensão da obra de canalização do Rio Cachoeira - Piracaia SP

www.avaaz.org

O rio Cachoeira - Piracaia SP - possui suas principais nascentes na divisa de MG e SP, passando pelo...

25 de fevereiro de 2013

Curso Ecoturismo - Escola da Terra

Curso de Ecoturismo voltado para a área da conservação ambiental, educação ambiental e visitação pública em áreas naturais.

Maiores detalhes sobre o curso estão em nosso site:http://escoladaterra.com.br/cursos/?page_id=33

Os participantes terão a oportunidade de receber uma capacitação de alto nível.

Vejam fotos do curso anterior: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.557120394298900.135534.456374637706810&type=1

Para inscrições: cursos@escoladaterra.com.br ou (11) 9-9310-2260 com Patricia

Estamos também fechando turmas para os próximos cursos de Bioconstrução, Agroecologia (lotado) e Mastozoologia agendados na Escola da Terra. Visitem nosso site e vejam mais informações.

Daniel Kurupira
ibiosfera.org.br
escoladaterra.com.br


21 de fevereiro de 2013

HÁ 05 ANOS “LUTO PELOS RIOS DO BRASIL



O Blog SOSRIOSBR completa neste próximo 28 de fevereiro, cinco anos de lutas pela recuperação, preservação e valorização dos cursos d’ água de superfície e subterrâneas de nossas bacias hidrográficas e também pelas águas marinhas do nosso imenso litoral brasileiro.

A bem da verdade, são 05 anos de “verdadeiro luto” por nossas maltratadas águas que, infelizmente, a cada ano estão ficando cada vez mais poluídas, contaminadas, desrespeitadas e com poucas perspectivas de melhoras, conforme comprovam as publicações de sérios e confiáveis estudos, pesquisas e estatísticas de importantes Institutos, Fundações, ONGs e OSCIPs, bem como dos Atlas e Relatórios de órgãos governamentais.

Ao utilizarmos este título com duplo sentido, nesta postagem de aniversário, declaramos que lamentamos muito e deploramos as ocorrências prejudiciais aos cursos d’ água de nossas bacias hidrográficas e nas praias e correntes marítimas do Oceano Atlântico, tais como:

a) O lançamento cada vez maior dos esgotos sem tratamento;

b) A permissão irregular e/ou a omissão na fiscalização do uso do mercúrio nas minerações fluviais (muitas clandestinas);

c) A falta de ações eficazes contra os lixões e aterros irregulares de resíduos sólidos que contaminam os cursos d’água e aquíferos, num número elevado de comunidades;

d) O desinteresse e falta de capacidade dos governos municipais e estaduais na execução correta dos projetos e obras de saneamento básico, para uso das verbas disponíveis
no PAC1, PAC2, PLANASA, FAE, SANEAMENTO PARA TODOS, SUAE, FUNASA e outros Projetos Federais dos quais, menos de 50% têm sido utilizados;

e) A destruição sistemática e intensa das florestas e matas ciliares (com fogo, invasões, ocupações irregulares, especulações imobiliárias, estradas e projetos governamentais) deixando de proteger os cursos d’água e reservatórios subterrâneos, provocando assoreamentos dos leitos e pior qualidade das suas águas;

f) A FALTA DE INTERESSE e orientação eficaz das comunidades na defesa e na cobrança do cumprimento das Leis Ambientais, na proteção das águas de suas bacias hidrográficas, com pouca participação nos Comitês de Bacias Hidrográficas, nas ONGs e OSCIPs ambientais, nos grupos, projetos e redes de defesa dos recursos hídricos;

g) O uso cada vez maior (e praticamente não fiscalizado) de agrotóxicos e venenos na agricultura, que provocam contaminação do solo, das águas de superfície e subterrâneas, provocando muitos danos na saúde pública.

Certamente não somos o maior e nem o melhor Blog Ambiental atuando na defesa e promoção das águas dos rios e do Oceano no Brasil, e nosso pequeno trabalho – leigo, voluntário, sem nenhum tipo de incentivo, doação, patrocínio ou verba financeira, buscando a revitalização das nossas bacias hidrográficas – tem, ao longo desses cinco anos de vida, conseguido conscientizar milhares de pessoas, que atuam como multiplicadores e orientadores em muitas comunidades, que estão preocupadas com a qualidade de suas águas e com a destruição dos seus rios!

Agradecemos sinceramente aos nossos seguidores, visitantes diários, divulgadores, colaboradores voluntários, parceiros, críticos, redes e grupos ambientais e às nossas valorosas amigas colaboradoras: Profª Clarice Villac e Profª Ivana Maria França de Negri, que atualmente comandam o Blog, em nossa ausência, bem como aos valorosos multiplicadores de nossas Campanhas Comunitárias, pela grande ajuda nestes cinco anos de lutas do SOSRiosBr.

Por tudo que tem feito e por tudo que tem conseguido, principalmente na mudança de atitudes em centenas de comunidades, que têm demonstrado maior interesse por seus cursos d’ água, o Blog SOSRiosBr seguramente pode afirmar sem medo de errar: “luto pelos rios do Brasil”... e essa luta tem valido muito a pena!!! Nossos rios do Brasil, agradecem!

Obrigado a todos que nos têm apoiado ao longo desses cinco anos!

Prof. Jarmuth Andrade
Físico, Ambientalista e Blogueiro

ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!

14 de fevereiro de 2013

DIAGNÓSTICO AMBIENTAL BACIA DO CÓRREGO BOM JARDIM


DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO BOM JARDIM
RELATÓRIO SÍNTESE


Prezados (as) Senhores (as)

Os Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí - COMITÊS-PCJ, com o objetivo de ampliar as discussões sobre a proteção da Bacia Hidrográfica do Córrego Bom Jardim, convida V. Sa. para participar dos Fóruns a serem realizados nos dias:

Vinhedo: 21/02, 5a. Feira, das 19h às 21h, na Câmara Municipal de Vinhedo, na Av. Dois de Abril, 78, Centro.
Valinhos: 25/02, 2a. Feira, das 19h às 21h, na Câmara Municipal de Valinhos, Rua Ângelo Antônio Schiavinato, nº 59, Residencial São Luíz.
O Córrego Bom Jardim é um manancial de importância fundamental para a produção de águas e abastecimento público nos Municípios de Vinhedo e Valinhos, que já enfrentam dificuldades na obtenção de água potável. É importante que todos conheçam a área, sua importância e os riscos que o mau uso do solo pode causar ao abastecimento de água.
Nesses Fóruns serão apresentadas e discutidas as propostas para o desenvolvimento e a proteção dessa bacia hidrográfica. Nesse sentido, informamos que se encontram em andamento estudos técnicos, relativos ao Diagnóstico da Bacia Hidrográfica do Córrego e às Diretrizes para um futuro Plano de Desenvolvimento e Proteção do manancial, com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FEHIDRO. Os estudos, mapas e demais informações sobre o projeto encontram-se no link:  Relatório Síntese
Sua presença é muito importante. Não deixe de comparecer. Os Fóruns são abertos à participação de toda a comunidade.

SECRETARIA EXECUTIVA DOS COMITÊS PCJ







7 de fevereiro de 2013

Fórum no Facebook para Preservação da Serra dos Cocais


Criamos no Facebook o"Fórum para Preservação da Serra dos Cocais",  para facilitar a comunicação entre pessoas interesadas em discussões relacionadas a preservação da nossa região.

O 1ª Fórum presencial será no dia 09/03 na Câmara de Itatiba.

Teremos como temas: APA do Sauá, tombamento da Serra dos Cocais, potencial turistico, leis de incentivo e muito mais.


O grupo é aberto para todos que queiram agregar valor a causa e compartilhar informações.


Participem entrando entrando no link:  https://www.facebook.com/groups/serradoscocais/

Entidades organizadoras:

Assoc. Amigos da Serra dos Cocais (Valinhos)
serradoscocais.blogspot.com.br

Elo Ambiental (Vinhedo)
eloambiental.org.br

JAPPA - Ribeirão Jacaré (Itatiba)
ribeiraojacare.com.br



25 de outubro de 2012

Movimento popular pede área verde


Condomínio Industrial na Serra do Japí



Rafael Alcadipani* no http://www.oajundiai.com.br

O COATI-Jundiaí é uma ONG séria que luta contra poderosos na cidade de Jundiaí em nome da proteção do meio-ambiente.

A ONG publicou ontem (segunda-feira, dia 22) uma foto de uma área desmatada muito próxima a Serra do Japi. A foto é impressionante e fala por si só. Eu fiquei perplexo ao ver a imagem.

A Prefeitura Municipal de Jundiaí, após algumas horas, fez uma foto da mesma área em que mostrava que a citada região estava fora da Serra do Japi e apontando que a área desmatada está próxima a instalações empresariais que existem desde a década de 1980.

Uma representante da empresa responsável pelo empreendimento veio a público defender a empresa e dizer que tudo foi feito dentro da legalidade.

Eu, realmente, acredito que tudo está dentro da lei, até porque como o empreendimento pertence a membros diretos da família do Prefeito da cidade, seria um desatino fazer uma ação destas fora da lei.

Porém, a foto do COATI-Jundiaí expressa muito bem um sentimento que muitos de nós partilhamos. Ao longo das últimas décadas, a Prefeitura do Município de Jundiaí parece estar defendendo um desenvolvimento municipal que não serve para as pessoas da cidade.

Esta semana, participei de um debate preparatório para a Conferência de Estoril, um fórum que se estabeleceu como um canal intermediário entre o Fórum Econômico Mundial e o Fórum Social Mundial. Já estiveram presentes na Conferência de Estoril pessoas como Tony Blair, Fernando Henrique Cardoso, Bill Clinton, entre outras personalidades mundiais.

O que discutíamos é que estamos em outro mundo, muito diferente do da década de 1980. No mundo de hoje, a preservação ambiental e a qualidade de vida das pessoas é um tema de primeira ordem.

Tanto a foto da ONG COATI quanto da Prefeitura deixam claro que árvores foram cortadas para que um condomínio empresarial fosse feito. Além disso, a área está, sim, muito próxima a Serra do Japi, apesar de supostamente não fazer parte da área de preservação da mata.

A questão de fundo levantada pela imagem, que é a preservação do meio-ambiente e qual futuro queremos, logo virou uma mera pendenga eleitoral, lembrando que a ONG COATI não é um braço de um partido político.

O debate eleitoral, neste caso, deixa de lado, a questão mais importante suscitada pela foto que é exatamente qual cidade queremos: uma cidade que atende a lógica dos empreendimentos imobiliários ou uma cidade que foca e privilegia a qualidade de vida das pessoas e a preservação do meio-ambiente?

Sim, são dois polos e não há como ter os dois ao mesmo tempo.

A foto, na verdade, escancara um sentimento de muitos jundiaienses: ao longo dos últimos anos os empreendimentos imobiliários e industriais são mais importantes do que a qualidade de vida das pessoas.

A área em destaque possui ainda uma singela ironia já que faz parte dos negócios da família do prefeito.

E aqui surge mais uma questão fundamental: é correto que um Prefeito Municipal tenha membros diretos de sua família, e talvez até ele próprio, exercendo atividades econômicas de grande vulto que a Prefeitura Municipal tem o dever de legislar e fiscalizar?

Esta é outra questão fulcral que a foto levanta: qual é o limite do conflito de interesses em um Município?

É correto um secretário municipal que seja arquiteto, por exemplo, ser sócio de um escritório que faz prédios no mesmo município? Temos que ter em mente qual problema estamos falando. Nem tudo que é legal é moral.

No mundo novo, o desenvolvimento tem que ceder, e muito, para o Meio-Ambiente e a moral tem que prevalecer sobre as tecnicalidades legais. Para mim, o empreendimento da foto está perigosamente perto da Serra do Japi.

E ele não é ó único. É urgente rever as leis de proteção de nossa Serra. Esta é a questão de fundo, o resto é mumunha.

*Rafael Alcadipani é PhD pela University of Manchester (Reino Unido) com pós-doutorado na Gothenburg University (Suécia). É professor universitário e jundiaiense

Na foto de abertura, a polêmica área vista pelo Google Maps.

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19 de setembro de 2012

Jundiaí estuda liberar hotéis na Serra do Japi

Plano divulgado há alguns dias pela prefeitura da cidade em audiência pública causou alarde entre ambientalistas e ONGs

TEXTOS: Diego Zanchetta / FOTOS: Tiago Queiroz


SÃO PAULO - A Prefeitura de Jundiaí quer liberar "empreendimentos sustentáveis" em 7,26 milhões de m², o equivalente a cinco Parques do Ibirapuera, na zona de conservação da Serra do Japi. O pedido de diretriz que deve determinar como deve ser feita a ocupação foi feito no fim do ano passado pela Fundação Cintra Godinho, dona de 10% da área de preservação de um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica.

Tiago Queiroz/AE
Área urbana avança sobre zona de conservação

As fazendas estão em região de proteção tombada pelo patrimônio histórico estadual em 1983, na borda da serra. Mas lei de Jundiaí de 2004 permite hotéis e condomínios nos terrenos. A possibilidade foi divulgada pela própria prefeitura no dia 18, em audiência pública. E causou alarde entre ambientalistas e ONGs. Segundo eles, além de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, a área tem 12 nascentes fundamentais para abastecer 2 milhões de pessoas.

Manifesto do SOS Mata Atlântica e da Associação Mata Ciliar destaca que oito onças pardas achadas nos últimos três anos também mostram que área não pode ser ocupada por resorts. Especializado em Direito Ambiental pela USP, Fabio Storari, da Frente de Defesa da APA Jundiaí, ainda acusa a Prefeitura de retardar aprovação de uma lei em trâmite desde 2010 na Câmara que poderia congelar a borda da serra. "Esse atraso é justamente para permitir a venda das fazendas ao mercado hoteleiro. Não há interesse no governo em impedir empreendimentos na serra, ao contrário."

Divisão. Diferentemente das Serras do Mar e da Cantareira, remanescentes da Mata Atlântica transformadas em parques estaduais, a Serra do Japi ainda tem uma zona de amortecimento que obedece a leis municipais de cidades como Jundiaí, Itupeva e Cajamar.

Em Jundiaí, a legislação dividiu a borda da serra em três áreas: reserva biológica e zonas de preservação e conservação, onde é permitida a construção de empreendimentos como hotéis voltados ao ecoturismo. É essa área de conservação que está na mira de grupos hoteleiros.

"Não temos dinheiro para fazer desapropriação dessas fazendas e isso nem é necessário. A lei permite nelas a construção de hotéis ou casas de repouso, só que ninguém até hoje conseguiu cumprir as restrições da Prefeitura. É possível construir sem agredir mananciais, nascentes. Somos os mais interessados em defender a serra. Temos dois pedidos que até agora não foram liberados por não cumprirem nossas exigências", diz Jaderson Spina, secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Jundiaí.

Processo. Além de defender a ocupação sustentável da área, ele diz que não poderia congelar para novas construções as fazendas particulares na zona de amortecimento da serra. "Correria o risco de ser processado pelos donos e o governo teria de acabar desapropriando as terras e indenizando os donos. Essa ameaça de processo já foi feita por eles quando a lei de 2004 foi aprovada e manteve a possibilidade de ocupação desses terrenos", completou.

Diretores da fundação dona das fazendas também argumentam que a lei de Jundiaí permite a construção de hotéis. A entidade informou que, dos 600 alqueires das fazendas, 300 são reserva florestal que não pode sofrer modificação. Sobrariam outros 300, o equivalente a cinco Ibirapuera.

A Fundação Cintra Godinho diz ainda que a venda da área na serra ajudará a entidade a manter assistência educacional a cerca de 1.200 crianças e jovens carentes.